Nunca é tarde para nos lembrarmos, o acto de esquecer é evitado, vivemos e vivemos, e ao fim as memórias são o resultado. Nem tudo é perfeito, nem tudo pode estar sob o controlo humano, há coisas que transcendem o mesmo, que anulam o normal, e o explicavel.
Quando algo não é teóricamente explícito, é mal interpretado, quando algo está para além dos nossos horizontes, é um assunto indiscutível.
Tudo se baseia naquilo que vemos, naquilo que experienciamos, nas sensações e nas emoções, coisas essas que não têm de ter teoria, e tu nunca tiveste a tua.
Nunca foste igual, mas nunca tentaste ser diferente, primeiro, empunhaste um escudo, por último, foste tu a partir da tua essência.
Agora sei o que não sabia, agora vejo o que não via, não posso explicar, não posso racionalizar tudo num documento, num texto, nem noutro número superior qualquer.
Não posso, porque contigo o dicionário não me permite, não existem palavras suficientemente esclarecedoras e merecedoras da tua atenção, mas tento. Tento, tentando não desesperar nem chegar ao teu agrado, mas sim explicar dentro dos limites, o quanto me agradas.
Sabendo que foste quem demonstrou uma beleza incandescente, foste quem se entranhou no meu peito, e aquilo que aos meus olhos é completude. Completude que não esperaria conhecer, mas conheci, e podia ter certas ideias, que não passavam disso, ideias.
Mas agora tenho a certeza que é uma realidade, pela qual vale a pena tudo. Eis que agora sem o significado que juntaste ao meu dicionário, quando caminhos cruzamos, a felicidade é invisível.
