segunda-feira, 25 de março de 2013

Parte de um nada.

Será natural? Compreensível, sincero? ou despercebido?
Será que não passa tudo de um turbilhão de sensações?
Que o antes, não tem lugar no agora.
Que o agora, não é nada mais que um espelhar do depois.
Parece mais uma espécie de indecisão...
Poderia ser bem pior.

No momento em que parece que a tempestade passou,
Aparece a trovoada...compassadamente acompanhada,
Por raios e chuva.
Os fortes manter-se-ão de pé, enquanto que o eco dos fracos,
Fará deles, aquilo que são.
Verter-se-ão lágrimas, até mais não.

Do outro lado estará alguém a observar,
Imponente, e despreocupado com a situação.
Estará alguém que nada saberá,
E que julgará tudo saber.
Essa não fará parte dos fracos,
Mas também parte de nada fará.




sexta-feira, 15 de março de 2013

Mais do menos, Menos + Menos, de Mais um algo.


O tempo passa, os minutos voam, e esfuma-se aquilo que nunca deveria ter sido apagado. A maneira como trocávamos olhares, a maneira como tudo significava algo, por mais que para os outros nada fosse. Aquela pessoa com quem se pode contar, alguém que a vida nunca deveria ter levado, não em sentido físico, mas no sentido de que a sensação evaporou-se.

Cada vez mais penso que não se pode contar com algo. Penso que assim será porque simplesmente tem que ser. Foco-me no vento, o condutor das marés, o condutor do destino. Servo de algo incontrolável. Como se de um simples animal se tratasse. Parece mais do que é, nada é, porque as coisas, nada são, a não ser que lhes atribuamos significado.

Passei todos os minutos conscientes atribuindo, lutando por algo que merecia a causa. E continuo a lutar, continuo por um mundo melhor, com a minha simples insignificância num mar de marinheiros, que apenas moléculas são, deste infindável Universo.

Talvez tudo fosse mais fácil se fechássemos os olhos, esperando que o acordar fosse mais leve, que os primeiros suspiros saíssem com um pouco mais de facilidade. Que a vida nos sorrisse ao acordar, sem ser pela simples  vida, que pelo menos algo é, de gratidão muito poderíamos falar, mas de certa e pequena tristeza, que de encurtamentos ficará, tanto que pior que a tristeza será a sua importância quando os nossos olhos abrirem. 

O Respirar terá que ser ainda melhor, terá de ser apenas mais uma gota, para que a escassez que biliões ressentem, apenas não passem de gotas de um enorme oceano. Parece que mais do menos, consegue ser algo mais, quando pensamos bem.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Um nítido desfocado.

Será imaginação?
Será, de facto, apenas uma fase?
Uma folha no meio de tantas,
Sem importância, sem sentido.
Nunca pensei em nada tão descabido!

O céu limpo reflecte o que por ti sinto,
o resto são núvens incontroláveis,
mesmo que as quisesse mover, são inalcansáveis.
O que pressinto, o que espero,
não é de todo o eterno,
mas sim desfrutar de um sentimento efémero...
o sentimento que se reflecte no teu olhar,
Que me preenche, que me faz respirar.

Há muito que não te escrevo,
Há muito que pareces esquecida,
mas sempre estiveste aqui comigo.
Faria tudo para te sentir,
De outra forma não o consigo exprimir.
É algo que só assim conseguirei dizer,
Pergunto-me se sem sentir, seria possível viver.
Sei o que és, quem és, e porque és.
Não porque o pediste,
Sim, apenas porque o tempo me disse.
Apareceste, desapareceste, fizeste-me sentir,
Sentir apenas a tua falta.

Dói, dói procurar, e não o poder ver,
Sentir apenas um peso,
um ardor incansável, persistente.
Tenho que o apagar, mas já mal consigo lacrimejar,
A face que sustento tem medo desse sentimento.
Quero um muro, quero-o,
Quero sentir-me seguro...
Quero acordar e lembrar-me,
Da última vez que te vi.
Quero tudo isso...
Mas quero-te ainda mais a ti.