domingo, 25 de novembro de 2012

Inesperado

A névoa desfoca o pânorama,
Os olhos focam-no, tentam devorá-lo,
Com a força de uma chama.
Um ardor de crescendo inesperado
Intermitente, oblíquo e desejado.

Difícilmente inacabado,
É um amanhã desconhecido,
Que dito assim, parece intencionado.
Não conhecido, abrindo portas,
Portas para a destruição...
Sem piedade, nem dó.

Como se de um rio se tratasse,
De um rio, sem caminho,
Sem corrente nem foz.
Irremediável, e incansável.
Oh! Como o mundo perdido...
Um mundo achado, mal tratado e fingido.

Vive-se na esperança,
De que muito mude.
Perspectivando um diferente acordar,
E que tudo encha as medidas.
Quanto à tentativa de ser melhor...
Essa não existe.
Existe nos mais afectados,
Quando outros se esfolam,
Apenas morrem, sós e despercebidos.



sábado, 24 de novembro de 2012

Luta

Os dias passam, o tempo dispersa,
Tempo esse que parece eterno.
Será que a juventude nos engana?
Ou será que somos apenas nós próprios?
Não, simplesmente nos enganamos.
O controlo do mundo está fora de nós,
Arrependimentos são desentendidos,
De vidas desenganadas, pensamentos proibidos.

Somos mais que pessoas,
São essas que representam a vida.
Somos actos, somos o que fazemos,
Nunca aquilo que não faremos.
Eternos são os não esquecidos,
Mas para esse estatuto atingir,
Muito sangue e suor terá que ser escorrido.

Conjuntos de células e hormonas,
De sorrisos e lágrimas contagiantes,
Coisas inexplicáveis, variáveis e emocionantes.
Muito mais que isto,
Os nossos antepassados lutaram,
Lutaram, para que não fossemos limitados...
Para que a luta continue,
Desejando que a palavra não se esgote,
Palavra essa que enche mais corações do que cabeças,
Mas que faz com que um sentimento surja,
Um sentimento dominante e persistente.
Um sentimento enorme de luta,
Um mero ser, com espírito combatente.