No meio de um mundo, repleto de pessoas, o meu primeiro
pensamento vai para a pergunta que questiona verdadeiramente o meio onde me
insiro: Será que estou realmente sozinho ou acompanhado? Tento não me deixar
surpreender, mas também não ficar céptico. Acho que devemos estabelecer um meio
termo para encararmos a nossa vida. Neste caso a vida ensina-nos a ver quem é e
quem não é realmente pessoa para nós. O tempo dita-o, e nós concluímos isso
naturalmente.
Existem questões que são apenas circulares, mas algumas têm
respostas do mais simples possível, mesmo quando não o aparentam. Todos os dias
são dias para pensar, são dias para aprender, mas sobretudo, são dias para serem
vividos. Se existirem pessoas pelo mundo fora que realmente valham a pena,
aquilo que nos passam com a sua existência é para ser, seja com intensidade ou
não, sentido. A simplicidade humana em muito deixa a desejar quando nós
próprios não nos contentamos com o que temos, é o nosso primeiro erro, mas
ainda mais, quando não valorizamos quem realmente merece sê-lo.
Quando se acorda, o que vem à cabeça são as obrigações, isto
se as tivermos. Mas quando estamos realmente acordados e conscientes do que
estamos a fazer, e por vezes acontece inconscientemente, quem vem à cabeça são
as pessoas que realmente nos importam. Um sorriso, a textura ou o cheiro da pele de uma pessoa que
nos encanta verdadeiramente, que nos faz sentir humanos. Aí sim, é de pecar
deixar-se surpreender, com a magnitude de tais pensamentos, que nos absorvem e
que nos fazem esquecer que a tristeza existe no mundo. No meu, apenas uma me faz sentir assim.