domingo, 14 de dezembro de 2014

Os valores dão-se com valor!

O errado e o certo não existem, foram criados por alguém. Não excluindo que o ser humano pudesse atribuir-lhes significado, verdadeiro, é claro dizer, porque definir sem sentido todos fazem. Escutar por escutar, não! Quando se escuta, alguém fá-lo porque deve ser feito, não por obrigação, não por circunstância, e sim, pelo simples facto de se importar.


A importância é relativa quando na verdade nós não a encaramos, no seu real sentido. A Humanidade emana do interior, o seu conceito, existe, sendo redondamente distorcido. Somos produto do que absorvemos, daquilo em que nos deixamos submersos, do mais hediondo exemplo estampado à nossa frente. Somos na verdade o que quisermos, se tivermos escolha para isso, e tendo-a, a verdade é mais transparente que a água. O querer é o mais importante, é aquele que só pode ser submetido por nós, descodificado, visto, e aplicado. O ser humano que apelou ao poder, menosprezando os fiéis, os inocentes, todos os que pediram e imploraram pela bondade, pela misericórdia, pela condolência, mas sobretudo, pelo bom senso. Esse levou a cabo a destruição e o afastar das verdadeiras relações, da confiança, da entre-ajuda.

Nem todos se sentem úteis neste Mundo,nem todos tiveram a oportunidade de o ser, os que têm, devem dar-se por gratos, agarrar as pequenas e ínfimas oportunidades que têm, para ao final do dia, sentirem que pelo menos uma pequena parte do tempo percorrido teve sentido, que teve, na verdade, importância.



Se nos damos ao trabalho de fazer algo, não podemos cair no equívoco de envergar a pior de todas as personagens apenas um dia, para que no outro seja desculpável o mau agir.

Importância não se dá! Existe, influencia, respira-se, beija-se! Sorrir e sentir que há por quem e pelo que fazer. Não termos sequer de nos esforçar por dizer que isto é assim porque, e não pelo não saber do que, mas que existe realmente, que vale a pena porque viver é bom e a gratitude em retorno melhor seria, pensar que no mundo, há pior que nós e valorizar onde se calhar mais ninguém poderia valorizar. Detalhes mínimos.  Uma família, uma pessoa que seja! Algo e alguém por quem ou porque nos esforçarmos, encher o peito com uma razão, afagando o vazio que só nos poderia consumir.


Dar sem tentar de volta receber, quando poderiam dar-nos mil vezes mais sem conta darmos. O não menosprezar de que ainda há no mundo quem sinta, quem tente para além de tudo, ser melhor.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

O mundo merece mais e melhor

Cada vez mais não existe o certo nem o errado, este poderá ser explicado, numa tentativa de ser programado, adulterado, e falsamente enraizado, aplicado a mentes debilitadas, ou susceptíveis de serem enganadas.

Cada pequeno momento, serve ao pensamento, para perceber o porquê deste mundo se tornar cada vez mais lento. Curto para a mentira, invisível para a falsa moral e principalmente para a falsidade.

O sentido de qualquer desses conceitos?  Será que realmente existe? Os mais atentos percebem que o agir não é de intenção, mas muito contrariamente será premeditado. 

A atitude provém do interior, da essência esbatida no comportamento, no encarar, no simples respirar. Na essência de que tudo o que foi desintegrado, poderá ser pela força concertado.
Jamais pensei que estar aqui, no chão, pelo ar, através do mar, pelo olhar, pelo ver, pelo respirar, foi algo banalizado, desrespeitado, maltratado. Amar o próximo? Não! Amar quem te ama verdadeiramente, seja da sua maneira, com os seus problemas, os seus defeitos, não existe o amar por amar, não existe o fazer por fazer, e nunca existiu em qualquer parte a desistência, a imponência, para quem não quis sentir, para quem não quis viver, todos são, e merecem ser, conhecedores da vida, do mundo! Dos atalhos, dos caminhos mais longos, das pedras no sapato, do riso descontrolado, do sorriso genuinamente esboçado! 

Ninguém sabe tudo, nem tudo saberá... Muito acaba por ser martirizado. E se assim o for, era desprovido de intenção, sendo que esta última é dada como equívoco da Humanidade. Não somos iguais, nunca fomos nem seremos. Em tempos as diferenças foram mais abraçadas, não tão desvalorizadas, pois na verdade a perfeição nunca aludiu verdadeiramente ao Homem.
Sempre houve superioridade presumida, manchando a todo custo a paz social. A paz que não existe, que se dá por imposta em certas sociedades, aquela que supostamente é protegida, zelada pelos órgãos que comandam o sistema. A verdade é que o incentivo é nulo, de mudança, de transmitir a perseverança necessária, a que os povos tanto necessitam, a união, a esperança.

O umbigo da periferia é por vezes o mais olhado quando na verdade deveríamos consciencializar-nos que somos nós que temos que ver o melhor, procurá-lo e alcançá-lo, não pensando que é o correcto, mas que poderá realmente não ser errado.


 Somos seres a que foi dada uma dádiva, não divina, não consciente, mas sim de conhecimento, de erro, mas de evolução, de habitar neste mundo minúsculo para tamanha atrocidade.
Ter o poder de comunicar, a oportunidade de livremente o fazer sem que nada o possa evitar. 

Aprofundar até ao ponto em que já nada tem sentido, quando tantos poderia ter. Saber que as diversidades existentes cada vez mais alternativas dão a tudo e mais algo ao que possa por aí existir, para quem a ausência sofre de positivismo. Este último que alimenta um número sem fim, perdendo-o por humanos que já não o procuram com a sua existência. Nada mais poderá evitar o não querer que, se, ou que pode acontecer.

As verdadeiras mentes, as que buscam pela verdade, pela emoção desprovida de pensamento, por tudo o que se acha perdido, escondido, vendido em parte pela outra que nem existe, pela pequenez incessante, que somente afronta a Grandiosidade que poderia ser atingida. O esquecimento de que a todos foi concebida uma explicação que só nós poderemos encontrar.


No dia em que o pensamento e a questão não estejam presentes, nesse mesmo, a frustração invadirá a Terra, para tirar a todos aquilo que temos por direito, seja porque meio o tenha sido, como e quando não interessa! Só interessa pensar que o Todo é mais poderoso, que um vazio, que por o ser, não poderia ser preenchido.