No silêncio espero,
Esperando por algo eterno,
Efémero na sua natureza,
Belo na sua perfeição.
Inquieto e sempre mais,
Menos longe do que espero,
Enfim, mais perto!
Estando sempre em pensamento,
Estar em profundo desejo,
De um todo mais belo!
Mais forte que nada,
Mais rápido que tudo,
Profundo, complexo!
Mantendo-se em tempo,
Revelando-se em crendo.
Veracidade cruel,
Da qual nem importância há!
Simples, despido, cru!
Tudo aquilo que não é,
Porque ou sem ele!
Será ilusão?
Ou esteve sempre diante da tua mão?!
Escapou-te pelos dedos,
Alterou-te a percepção!
Acreditas-te vivamente no nada!
Em tudo o que era dito,
Escrito, visto, dúbio, Vivo!
Existe.
Dentro, fora, como outrora!
Em tudo aquilo que iluminou a aurora!
No cair do pano,
No transformar do terreno.
Fez-se escutar em tudo o que era tempo!
Quero-te escrever,
Para que não olhes mais para trás!
Que vejas que o mundo não te perseguirá!
Tudo muda,
O vento leva tudo,
Mas nunca o tempo!
Réplicas de tudo o que ele era,
Do quanto nisso se manifesta!
Hoje é, como jamais foi!
Foi, era, mas não é percebido,
Tudo o que será!
É vida, partículas congeladas,
Vivas e estilhaçando-se no vento,
Passando pelos pés!
No raiar de todos aqueles momentos.
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