Vagamente tento compreender o porquê de uma situação. Tento perceber como devo encarar, e qual o passo a seguir… Sinto que passos me deixam baralhado, porque quando o inalcançável parece próximo, algo o afasta. Se calhar não entendo, não entendo porquês, mas entendo o meu propósito, por mais difícil que seja, por uma razão aqui estou. Por mais que ache inútil, sei que se não houvesse algo que me prendesse a este mundo, nunca teria existido, agora falta descobrir se estou no mundo certo. Inseri-me aqui por imposição, não tive outra escolha, porque se outra tivesse, seria a mais ridícula, fugir. Já tentei fazê-lo, mas vim parar ao mesmo sítio, porque será? Eu não sei, mas não fui eu que escolhi… Por mais que quisesse algo fácil, nada disso tive no meu percurso.
Agora olho para trás e penso se deveria ter tentado escapar tantas vezes, só para voltar ao início, tudo o que sempre quis, esteve à minha frente, indubitavelmente, mais do que presente. Como um frio inquietante de inverno, que percorre a espinha dorsal, a sua presença afirmou-se, não num dia, não em semanas, mas em anos. Fazes parte de praticamente um quarto da minha vida, quarto esse que não ignoro, quarto esse apenas afirmado em tempo, em pensamento, seria mais complicado de classificar.
Por vezes tento esquecer, que em parte me esqueci de tudo completamente. Não disto, não de viver, mas sim de me sentir realmente vivo. Tento pensar no quanto é possível certas coisas realmente se sucederam, ou simplesmente existirem. Sinto um arrepio que me invade pelas veias quando nisto penso, porque, de facto, a resposta a tudo esteve aqui e eu não a vi, e agora que vejo, não sei que fazer com ela, mas penso em enfatizá-la.
Muito bom, meu! Vou-te ser sincero, eu olho para ti e nunca diria que escrevias :o Está muito bom mesmo!
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