terça-feira, 8 de novembro de 2011

Sempre.

Por vezes deparo-me submerso em pensamentos, daquele tipo que não se deve ter. Coisas passageiras, que por mais surreais que sejam, nada mais que uma realidade representam. Penso no inverno como uma das alturas, onde posso encontrar o calor que necessito, no sítio onde mais anseio estar, nos teus braços. Assim simplifico e diminuo a amplitude dos reflexos inaptos que tenho quando penso em ti, num sorriso. Prefiro ficar-me por isso, ou pelo menos pela tentativa, do que por lágrimas lembrar-te. Se for abaixo, na imensidão de memórias que carrego, gostava de poder levantar-me, com a tua ajuda. É assim, que descrevo, por muita angústia que dê, esta contagiante dificuldade de expressão, assim que ao pé de ti me encontro. Mas não me importo de, por entre palavras, dar-me por entregue ao que mais me consome, de forma incessante, de dentro para fora, mais precisamente do meu peito, e pelo percorrer da minha espinha. Só quero que no meio desta tempestade, deste gelo, tu sejas a lareira dos meus invernos, o porto dos meus sentimentos, o conteúdo dos meus sonhos.
Amo-te com todas as letras, significados, por existires, mas sobretudo, para sempre.

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