domingo, 13 de novembro de 2011

A razão de um algo


De forma contagiante apareceu. Era quase Primavera, com um tempo relativamente parecido ao que as pessoas se deparam na altura, mas, definitivamente com algo diferente. Algo fora do contexto, como se de um vírus se tratasse, eram os traços de alguém que apenas pode existir uma vez na vida. Num dia que marcou a nascença de uma pessoa, há muitos anos atrás, ainda há alguns, marcou o teu aparecimento. Mesmo não tendo sido o mais perfeito dos encontros, sob os melhores pretextos, ou com alguma palavra trocada sequer, foi um dia feliz. De propositado nada foi, mas de facto, aconteceu.
Hoje esse encontro de significativo nada parece ter, quando em contextos diferentes, os mais recentes, foram completamente diferentes. Ainda preenches uma estação do ano, mais que uma, não apareces só na Primavera, mas sim, em todas as estações do ano, num sítio, a que ninguém tem acesso, só tu, e só tu o deténs.
Aquele olhar brilhante,  que mais belo não poderia ser, aquele que olhar, que afirmas ser normal, igual a muitos, mas que é o que resultado da diferença, em biliões de pessoas. Retratada numa pessoa está, assim, algo que é idolatrado todos os dias. Embora não exista uma pessoa, ou um objecto, enquandrado com a definição lirical de perfeição, tu sim, enquadraste com a definição, que encantou, como algo inexplicável, uma pessoa há muitos anos. Enquadraste assim, com um sentimento cheio, que apenas por ti poderia ser correspondido.
Assim parece que, detalhes, nada têm de relevante, mas a verdade, é que provavelmente se naquele dia não tivesses aparecido, hoje este texto não seria escrito. Hoje és mais do que eras naquele dia, mas sobretudo, manténs o encanto, como se da primeira vez se tratasse.

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